Luanda carece de autocarros para melhorar a mobilidade02.07.2024
Palavras-chave
O sistema de transporte e mobilidade urbana carece de mais de seis mil autocarros para dar resposta à actual insuficiência e contribuir para o desenvolvimento económico de Luanda, anunciou, na capital do país, o presidente do Conselho de Administração da Agência Nacional dos Transportes Terrestre (ANTT).
Énio Costa falava à imprensa, à margem da realização do 1º Fórum Metodológico, realizado na quinta-feira, em parceria com a Empresa Nacional de Bilhética Integrada (ENBI), que reuniu os principais intervenientes da cadeia dos Transportes Públicos Colectivos Urbanos de Passageiros para uma reflexão e concertação em torno da melhoria do sector.
O responsável disse, na ocasião, que "o sistema pode ser apoiado com outros meios complementares que também concorrem para a melhoria do sector, o que pode ser estudado no sentido de se encontrar um equilíbrio entre os vários modos de transportes para termos um serviço integrado”.
Passes sociais
No que se refere à implementação dos passes sociais, disse, o processo é cauteloso já que envolve tecnologia, maior disponibilização de recursos financeiros e de capacidade dos próprios operadores para aderirem ao sistema.
Apesar dos passes já estarem a ser emitidos na província de Luanda, Huíla e Benguela, neste momento, está-se a projectar a emissão massiva para o país. Desde o surgimento do projecto, a ENBI já emitiu para as referidas províncias um total de oito mil passes. A partir de Setembro, perspectiva-se aumentar este número de acordo com cada categoria, em particular para os estudantes.
Com uma densidade demográfica elevada, segundo o responsável, a província de Luanda precisa de um sistema estruturante que além das linhas férreas devem igualmente estar envolvidas infra-estruturas rodoviárias.
O presidente do Conselho Executivo da ENBI, Mário Singui, destacou os desafios do sector, sobretudo com a implementação de um modelo novo assente nas tecnologias de informação.
Com a realização deste encontro, o que se pretende é promover um alinhamento entre a ENBI e as empresas concessionárias a nível dos governos provinciais.
O projecto de implementação do sistema nacional de bilhética está a ser feito de forma gradual, "com isso observou-se que muitas empresas carecem de gestão profissionalizada para este tipo de operação. Daí ser importante a realização de eventos do género para que se possa contribuir de modo que as empresas se conformem com as disposições legais para o exercício desta actividade”.
Melhorar os serviços
O coordenador Comercial e Relações Institucionais da Macon, Armando Macedo, disse que no seguimento dos vários serviços de negócios, a transportadora procedeu à construção de uma oficina para tratar de questões técnicas da frota.
Em média, sublinhou, a operadora transporta 45 a 50 mil passageiros por dia, o que de certa forma acaba por contribuir para o crescimento económico do país.